domingo, 22 de abril de 2012

Deuses Gregos Mitologia - Documentário Completo

Hidrelétricas em afluentes do Amazonas podem ter grave impacto

by Grupo Hannah Arendt - Brasil ALEJANDRA MARTINS da BBC Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que um grande número de represas planejadas por governos do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru para serem instaladas nos afluentes do rio Amazonas podem ter um grande impacto ecológico em toda a região. A pesquisa foi liderada por Matt Finer, do Centro para Legislação Ambiental Internacional, sediado em Washington, e avaliou o impacto conjunto de mais de 150 represas planejadas por estes governos. O estudo, publicado na revista especializada PLoS One, afirma que 60% destas represas podem afetar o fluxo de água que corre da cordilheira dos Andes e é vital para alimentar o Amazonas. "Os resultados do estudo são muito preocupantes, devido à ligação importante entre as montanhas andinas e as planícies amazônicas", disse Finer. "Parece que não existem planos estratégicos para as consequências que podem ocorrer quando se perturba uma conexão ecológica que existe há milhões de anos", disse o pesquisador. Grandes afluentes Finer e a equipe de pesquisadores do Centro para Legislação Ambiental Internacional analisaram represas planejadas para seis grandes afluentes do Amazonas: Madeira, Caquetá, Marañon, Napo, Putumayo e Ucayali. O pesquisador disse à BBC que até agora o fluxo livre nestes seis rios praticamente não foi afetado. Mas, "com a construção de duas megarrepresas no rio Madeira, que já estão quase terminadas, o número de conexões não afetadas cairá para cinco. E com a variedade de represas planejadas para pelo menos quatro afluentes, poderia sobrar apenas uma ou duas vias que fluem livremente. Quais as implicações para o futuro? Ninguém sabe", afirmou. O pesquisador disse à BBC que levou em conta no estudo todas as represas hidrelétricas planejadas com capacidade de mais de 2MW. "Contamos 151 projetos." "Cerca de 40% já estão em uma etapa avançada de planejamento, ou seja, já existem processos contratuais. O número representa um grande aumento, já que atualmente existem 48 represas com capacidade de mais de 2MW na Amazônia andina." "É importante destacar que 53% das represas novas seriam de 100 MW ou mais e isto é um aumento de mais de seis vezes no número de represas grandes. Atualmente, por exemplo, só existe uma grande represa de mais de 1.000 MW na Amazônia andina, mas há projetos para outras 17", afirmou Finer à BBC. O pesquisador também disse que o rio Amazonas está "intimamente ligado às montanhas dos Andes por mais de 10 milhões de anos". "Os Andes fornecem a grande maioria dos sedimentos, nutrientes e material orgânico para o Amazonas, alimentando um ecossistema que é um dos mais produtivos do planeta. Muitas das espécies de peixes importantes economicamente desovam apenas em rios alimentados pelos Andes." O estudo destacou também que mais de 80% das represas planejadas na região contribuiriam para a devastação da floresta - uma consequência da construção de estradas ou das inundações geradas pelas represas. Necessidades energéticas Matt Finer disse à BBC que "a falta de políticas regionais" se deve principalmente a duas razões. "Os projetos estão sendo avaliados de forma individual antes de ser construídos e, além disso, a trajetória dos rios que nascem nos Andes é complexa e passa por muitos países", afirmou. Muitos governos afirmam que as represas são necessárias para atender às necessidades energéticas e de desenvolvimento econômico. "Encontramos nos informes oficiais divulgados pelos governos do Equador, Peru e Bolívia, por exemplo, a afirmação de que a energia hidrelétrica é uma peça central de seus planos energéticos no longo prazo", disse Finer. "A demanda doméstica projetada para os três países é de 7.000 MW adicionais, devido a um maior uso de energia e a esforços para substituir as centrais termelétricas." "Nós responderíamos aos governos que, utilizando uma análise estratégica, eles poderiam identificar melhor e priorizar as represas de impacto baixo ou médio e eliminar a necessidade de construir represas de alto impacto", acrescentou Finer. O estudo recomenda um planejamento estratégico que avalie o impacto de represas em escalas espaciais maiores, por exemplo, em toda a bacia de um rio. A pesquisa também sugere criar um plano estratégico para garantir que o livre fluxo dos rios, desde os Andes até a Amazônia, seja mantido

quinta-feira, 19 de abril de 2012

La isla de las flores (Ilha das Flores). Audio portugués, subtítulos esp...

Vênus adormecida e Cupido

Vênus adormecida e Cupido

Título da Obra:  Vênus adormecida e Cupido
Artista:   GENTILESCHI, Artemisia
Index Iconográfico:  12Ven - Afrodite Vênus; 12Ven1 - Vênus e Cupido (Afrodite e
Eros)
Técnica:   Óleo sobre tela
Data:   1625c. - 1630
Período Histórico:   40 - SÉCULO XVII
Dimensões:  94 x 144 cm
Local:   Princeton (New Jersey), The Barbara Piasecka Johnson Foundation
Texto:  Vênus deita-se nua, adormecida, sobre um leito recoberto por 
um lençol de um azul muito profundo (pintado com dois 
estratos de lápis-lazúli), em forte contraste com o vermelho 
dos veludos da almofada e das cortinas. Ela segura na mão 
esquerda um véu transparente que lhe cobre a coxa direita e 
o braço esquerdo. Seu filho, Cupido, abana-a com um leque de 
plumas de pavão, a ave atributo da deusa.

O modelo antigo dessa Vênus adormecida (a Vênus adormecida 
não foi jamais um tema tratado pelos artistas da 
Antiguidade) seria a famosa escultura do Cortile delle
Statue
 do Vaticano, a "Ariadne adormecida" (após ser 
abandonada por Teseu em Naxos), cópia romana do século II 
d.C. a partir de um original pergameno de 200 a.C. circa.

Como se sabe, esta estátua, adquirida em 1512 por Júlio II 
para seu Cortile e longamente confundida com uma 
Cleópatra suicida, foi muitíssimo admirada e copiada pelos 
artistas do século XVI. Ela era com certeza bem conhecida de 
Artemisia Gentileschi (1593-1653). 

Uma mediação possível seria a "Vênus adormecida" de Annibale 
Carraci, do Musée Condé de Chantilly, por certo derivada da 
mesma estátua vaticana. Contudo, conforme notado por Garrard 
(1989), o modelo imediato da pose desta Vênus de Artemisia é 
sem dúvida o "Cupido adormecido" de Caravaggio, hoje na 
Galleria Palatina de Palazzo Pitti em Florença.

Ao fundo, pintado ao que parece por outra mão, descortina-se 
uma paisagem noturna, iluminada pelo luar, onde se discerne 
um templo circular, alusivo talvez ao santuário de Afrodite 
em Cnido, que era circular justamente para que se pudesse 
admirar de todos os ângulos a célebre estátua de Praxíteles.

Dado o amplo emprego de um material tão custoso como o 
lápis-lazúli, Christiansen cogita na possibilidade de que 
esta Vênus seja a obra que Artemisia enviou de Nápoles ao 
Cardeal Antonio Barberini, conforme uma notícia conservada 
em uma carta do cardeal a Cassiano del Pozzo de 1635. Seria 
a mesma tela inventariada em 1644 sob o título: "una donna 
con amorino".

Luiz Marques
18/04/2012


Bibliografia:
1986 - P. P. Bober, R.O. Rubinstein, Renaissance Artists and 
Antique Sculpture. A Handbook of Sources, Londres: Harvey 
Miller, pp. 113-114.
1999 - M. Garrard, Artemisia Gentileschi. The Image of the 
Female Hero in Italian Baroque Art. Princeton, 1999, pp. 
105-106 e 274-276.
2001 - K. Christiansen, J.W. Mann, Orazio e Artemisia 
Gentileschi. Catálogo da exposição, Roma, Palazzo Venezia. 
Genebra-Milão: Skira, pp. 371-373